Nascida em Sampa
há 25 anos.
Criada no Rio,
E hoje habitando
Petrópolis.
Sagitariana de
Sol e Lua.
Flamenguista de
Coração.
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Segunda-feira, Setembro 22, 2003
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"Mudaram as estações, nada mudou...
Seja bem vinda, prima Vera! Voltaste depois de nove meses sem aparecer!
Nada de novo há para contar-lhe
Trabalho? O mesmo. Faculdade? Sim, ainda por lá.
Coração? Na mesma! Sim prima, continuo sozinha.
Mas quando você vem me visitar sempre tenho a sensação de que algo irá melhorar...
Como sempre ficará três meses, não é?!
Que bom! Adoro sua forma de colorir os dias
Adoro as flores que sempre traz como presente.
Quanta saudade de ti, prima!
Aquele tal de Inverno, que estava aqui no seu lugar, já estava me cansando.
Gosto dele Vera, mas cá entre nós: Como é frio tal rapaz!
... mas eu sei que alguma coisa aconteceu, está tudo assim, tão diferente".
postado
por Sú às 3:39 PM
E você, o que me diz? |
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Quarta-feira, Setembro 17, 2003
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Esta é a nova campanha da querida comadre Fran.
Apoiadíssima!
CALA A BOCA E BEIJA LOGO!
Alguém?*rs
Os corpos vão se aproximando.
Meus olhos não conseguem sair de dentro dos seus.
Sinto minhas pernas ficando bambas, o coração disparar.
Sua mão toca minha nuca, enquanto a outra envolve minha cintura.
O rosto se aproxima, os lábios encostam,
o calor de sua língua, o envolver na minha língua.
Mãos que transitam, as minhas, as suas, o corpo responde.
Não sei se segundos ou horas se passaram,
mas sei que abrimos os olhos e junto com eles um sorriso.
Num abraço me calo.
Já não há o que dizer...
postado
por Sú às 11:31 AM
E você, o que me diz? |
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Terça-feira, Setembro 16, 2003
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Ah, se eu soubesse que um dia não voltaria a ver aquele sorriso, talvez tivesse dormido ao menos mais uma noite entre seus braços.
Em mais um triste aniversário, me remeto àquele dia...
-Cadê você? Por que está me deixando assim?
Não vá! Ainda não, por favor...
Você ainda te muito a me ensinar!
Ou pelo menos me diga como viver agora, sem você ao meu lado...
10 anos...
Não pude acreditar no que me diziam: aqueles olhos azuis haviam se apagado, eu nunca mais os veria acesos.
Não houve sangue, não houve doença, só um barulho, bem alto... E toda aquela força simplesmente se foi.
Olhar pra você ali deitado, sem música, sem riso, sem sonhos, era como ver o seu mar sem ondas. Era tão impossível e irreal como me ver sem você.
Ainda me lembro de tantas coisas: dos filmes, das óperas, do bonde na Lapa, da água com gás. Lembro-me da sua voz... Do som do piano... O eterno som do piano.
Lembro-me de sermos par constante em todas as ocasiões. Sempre formamos uma bela dupla, e tenho certeza de que fui a pessoa que você mais amou no mundo, num sentimento totalmente correspondido.
E por quantas vezes eu pensei ter ouvido o barulho da porta. E por quantas vezes eu vi você voltar pra mim.
Agora já se foram 10 anos... Mas sinto que você ainda se faz presente em muitos de meus gestos.
Não há mais aquela casa, não há mais o piano. Eu sabia que sem você já não haveria piano...
Mas há uma saudade que nunca cessou...
Há uma enorme saudade dos seus olhos azuis...
postado
por Sú às 12:41 PM
E você, o que me diz? |
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Quinta-feira, Setembro 11, 2003
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Ouço os pingos batendo, o vento está frio... não há sequer um resquício daquela bela estrela amarela. Há somente o cinza enfeitando essa tarde de quinta feira.
Mas eu gosto dos dias de chuva, pois eles trazem uma esperança intrínseca, como se depois de lavada, a alma pudesse enfim sorrir de verdade.
Acho que sempre fui assim. Quando criança torcia logo para que o arco-íris pairasse do lado de fora de minha janela, e eu pudesse ir atrás do meu pote de ouro.
O pote de ouro já foi tantas coisas... Era poder correr até a praia, rolar na areia. Eram aquelas brincadeiras na rua. O pote de ouro foi conquistar o primeiro grande e ex-eterno amor. Foi voltar a ver os amigos que perdi pela distância.
Hoje o ouro tomou formas simples. Ele vem num bom livro, vem num bom vinho... ele é minha cama e uma boa noite de sono. Vem naquele gostoso papo na tarde de sábado com os amigos queridos, no cafuné de D. Helena, nas canções do Djavan...
O ouro tem também a forma das lembranças, da saudade... Daquele lindo sorriso, que nunca mais pude admirar. Das pessoas especiais que passaram por minha estrada. Daqueles que só foram... que não voltarão.
Logo a chuva cessará (será?), mas minhas esperanças, meus desejos... esses não cessarão. E que volte o sol, e que me molhe a chuva... e que eu continue, perseguindo sonhos... em dias coloridos... em dias monocromáticos....
postado
por Sú às 3:40 PM
E você, o que me diz? |
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Terça-feira, Setembro 09, 2003
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Eu vinha pedindo.
Pedi tanto, quase implorei...
Alguém que gostasse de meus amigos,
Que tomasse um chope no domingo.
Alguém que cantasse as mesmas músicas,
Que tivesse os mesmos sonhos.
Um dia você chegou.
E eu estava ali, querendo tentar.
Mas de tanto pedir esqueci-me de algo mais importante:
Não bastaria que você quisesse.
E como poderia ter esquecido nesse pedido ao destino
Que eu também me apaixonasse.
Vejo-te agora com os olhos molhados,
Tentando mostrar-se bem.
Vejo-te desnudo,
Pedindo-me apenas que eu tente um pouco mais.
Vejo-te perdido, descalço,
E ainda tendo de encarar meu egoísmo
Ao dizer-te com toda certeza:
-Estou indo embora
Eu não posso ficar...
postado
por Sú às 3:38 PM
E você, o que me diz? |
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Segunda-feira, Setembro 01, 2003
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Olhos sempre à frente.
Atenção redobrada.
Essa é sua estrada.
É você quem guia o seu caminho.
Não tente ser altamente prudente,
Mas também não acelere nas curvas.
Faça a revisão periódica de seus sentimentos,
E mantenha limpa a sua consciência.
Perceba os outros motoristas,
Bons ou ruins.
Eles podem ser fundamentais à sua segurança,
Pois são os que ultrapassam sem sinalizar,
Ou aqueles que acompanham, que ficam juntos, no trecho escuro.
Contemple as belas paisagens,
Dando devido valor ao pôr-do-sol.
Sinta o perfume de tão belas árvores,
E aquele magnífico cheiro de maresia.
Faça uma boa viagem...
E a direção escolhida é de total responsabilidade sua.
Essa é sua vida, é você quem está no volante.
postado
por Sú às 2:33 PM
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