Nascida em Sampa
há 25 anos.
Criada no Rio,
E hoje habitando
Petrópolis.
Sagitariana de
Sol e Lua.
Flamenguista de
Coração.
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Sexta-feira, Agosto 29, 2003
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Estou muito mais para receber do que dar.
Muito mais para ouvir do que falar.
Para ler do que escrever...
Essa foi uma semana pra rever valores,
Pra enaltecer qualidades,
Reavaliar defeitos.
Foi uma semana de descanso ao corpo, mesmo que causado por doença.
Estou altamente introspectiva, auto-examinando tudo o que venho sentindo.
Estou tomando decisões internamente, e somente meu cérebro tem trabalhado todo o tempo.
Estou em tempo de pensar, mas não agir...
Semana que vem prometo voltar, mais decidida (e mais inspirada, espero).
Estive realmente ausente, mas a razão é que estava ausente do mundo...
Estive somente e totalmente presente em mim mesma...
postado
por Sú às 10:14 AM
E você, o que me diz? |
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Sexta-feira, Agosto 22, 2003
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Você sempre aparece assim, vem trazendo aquele olhar que me fulmina.
E fico ali, nua na multidão, enquanto sinto de longe suas mãos percorrerem meu corpo.
A aproximação acontece, e sou toda arrepios, mistura de calor e frio, de querer e não querer.
E toda minha rudez, e minha independência de sagitariana convicta, transformam-se em insegurança e élan.
Não consigo mais discernir:
Um bem que faz mal.
Um mal que faz bem.
Sei que quando você vai embora continuo despida,
porque você deixa minha alma à mostra nesta gangorra exploradora de meus sentimentos,
onde nunca sei quem está por cima
Será que eu estou embaixo?
...Enquanto você dorme, eu sonho com mais um momento de plena confusão...
postado
por Sú às 3:21 PM
E você, o que me diz? |
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Quinta-feira, Agosto 21, 2003
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Ontem estava lendo um post do querido Goncin, sobre a busca e o encontro da felicidade.
Comentei, e fiquei pensando nisso o restante do dia.
Onde estará a felicidade?
Quando somos felizes?
Todos os dias, depois de meus quinze habituais minutos de mau humor, estou sorrindo...
Eu rio pro Sol, pra chuva... Rio dos meus tombos, da correria pra pegar o ônibus...
Todos o dias, tenho a sensação de que alugo da vida motivos pra sorrir.
É claro que minha felicidade não é plena (tenho tantas coisas que ainda não foram citadas por mim aqui).
Tanta coisa que sufoca meu peito, que me dá vontade de gritar.
Mas sei que não é assim.
Sei que eu tenho que acreditar nessa magia da vida.
Porque, se eu não souber acreditar, pra que viver?
Pra que continuar?
Eu busco mesmo, com garras, com fé...
Quero meus olhos brilhando, meus objetivos alcançados, meu coração palpitando.
Eu acredito na felicidade e, até que ela me prove o contrário, continuarei acreditando.
postado
por Sú às 12:53 PM
E você, o que me diz? |
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Terça-feira, Agosto 19, 2003
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Somos todos um pouco Pollyana,
levando a vida nesse jogo do contente.
"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.
E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar-condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma".
"EU SEI, MAS NÃO DEVIA"
Clarice Lispector
postado
por Sú às 12:40 PM
E você, o que me diz? |
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Quarta-feira, Agosto 13, 2003
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so.li.dão sf (lat solitudine)
1 Condição, estado de quem está desacompanhado ou só. 2 Lugar ermo, retiro. 3 Apartamento, isolamento. 4 Caráter dos lugares ermos, solitários.
Ás vezes tenho a sensação de que minha solidão aumenta a cada pessoa que se aproxima... essa minha solidão vem de mim mesma, e não há quem a faça cessar...
Sensação de coração vago, com placa de aluga-se, vende-se ou quem sabe troca-se. Mas não por um de menor valor. Trocas justas... para uma moradia vaga há tanto tempo...
postado
por Sú às 3:25 PM
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Segunda-feira, Agosto 11, 2003
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Oi "Pai",
Ontem não nos falamos, assim como jamais te dei parabéns em um dia dos Pais.
Ontem, como nos outros dias dos Pais, eu apenas rezei por ti.
Nunca um abraço, nunca um bom almoço.
Nunca participamos de grandes momentos,
Você nunca fez parte de um sorriso meu.
Você nunca foi meu herói.
Não me ensinou a andar de bicicleta,
Não implicou com meus namorados,
Não me ajudou a escolher a profissão.
Talvez você tenha lembrado.
Talvez tenha sentido falta de um telefonema
Da filha que você já não vê há quase dez anos
E de cuja vida você jamais fez parte
Mas a filha não tem coragem de pegar o telefone e ligar,
Pois não sente de verdade
Pois nunca pôde sentir de verdade.
Hoje o pior já passou.
Hoje a tristeza já é a habitual.
Mas a cicatriz permanece...
Logo ela reabrirá...
Esse machucado é eterno,
Como a minha total falta de amor por você.
Eu nunca aprendi a te amar,
Pois isso você também não me ensinou...
Eu não te amo, Pai.
postado
por Sú às 12:39 PM
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Quarta-feira, Agosto 06, 2003
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"... Tinha estojo com piano embutido? Usava caneta de 10 cores com cheiro?
Colecionava as figurinhas de bichinhos que vinham no chocolate surpresa? Pulava de pogobol? (nossa... lembra?) Perdeu algum capítulo de Chispita ?? E Carrossel? Chaves??? Pulava corda com aquela musiquinha: "Um homem bateu na
minha porta e eu abri, senhoras e senhores, ponham a mão no chão......"? E pulava elástico?? Quantos metros tinha o seu? Brincava de "Uni duni tê, salamê mingüê, o sorvete colorê, o escolhido foi você" (Que diabo era aquilo?) Tinha boneco do
He-Man? Não tinha problema gostar da Xuxa (e você gostava!) e cantava a versão da música ("Uni uni duni tê, ô ô ô ô ô, salamê, mingüê, ô ô ô ô, sorvete colorê, sonho encantado onde está você?") e a música do Didi ("Amigo de peito, amigo de fé, amigo de mão, igual a eu e você") Cantava a música do comercial do Guaraná Antarctica ("Pipoca na panela, começa a arrebentar, pipoca com sal, que sede que dá...") e do Pirulito que bate-bate (que tinha aquela helicinha pra você girar e fazer com que ele
voasse?) Fazia a brincadeira do copo e depois ficava morrendo de medo? Amarrava bandana na cabeça pra fingir que era o Rambo? Queria ter os óculos-canudo do Chaves? (hahahaha)..."
Pude recordar o cheiro da caneta, o som que fazia o chato pianinho...
Eu cantei novamente as músicas e para minha surpresa ainda me lembrava de todas as letras...
Ao ler o texto, em meio à correria do trabalho, em frente a uma tela de computador, me senti livre, fora do escritório...
Por alguns instantes eu pude novamente pular corda, elástico, correr...
Eu pude relembrar os sonhos, que nada se parecem com a realidade de hoje.
E uma lágrima escorreu pelo canto do rosto,
encontrando o sorriso forte de tão doces lembranças...
Sinto-me um arco íris, misturando a nostalgia à alegria, as lágrimas ao sorriso.
Chovo por fora, mas estou ensolarada por dentro...
postado
por Sú às 4:28 PM
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Segunda-feira, Agosto 04, 2003
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Os links:
Não, eu não os conheço, e em apenas dois deles comentei algumas vezes, quando nem pensava em ter um blog...
Mas estes são os "culpados" pela criação deste meu novo cantinho...
Eu venho lendo vários blogs, tenho adorado muitos deles, mas estes cinco primeiros que foram colocados aqui são os que eu realmente leio. Li todos os posts, e passeio por estes lugares todos os dias...
Aos poucos tenho certeza que me apaixonarei por outros vários, mas encontro nestes a compreensão de muitos dos meus sentimentos, e a alegria de ver palavras tão bem escritas.
Só há o que agradecer... A estas pessoas que me proporcionam tamanho bem estar, me emocionam... E, de uma forma especial, me conquistam, não apenas como leitora assídua, mas como fã e amiga...
postado
por Sú às 2:40 PM
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